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O valor da terra
Áreas para construir tiveram valorização superior aos imóveis prontos. Oferta, porém, continua equilibrada
Se o aquecimento da construção civil movimentou a venda dos imóveis construídos, a comercialização de terrenos também ganhou um impulso nos últimos cinco anos. Hoje, a cidade tem boa oferta de lotes para pequenos e grandes construtores. Até outubro deste ano, existiam à venda em Curitiba 1.533 terrenos, segundo informações do Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), órgão ligado ao Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR).
O número tem se mantido estável nos últimos anos, girando na mesma faixa. Em janeiro de 2008, por exemplo, eram 1.477 terrenos para a comercialização na capital. Em 2007, a oferta era de 1.475 lotes. “No passado, essa oferta era certamente maior. Mas ainda é boa, principalmente quando levamos em consideração os números recordes de construção
recentes”, define Paulo Celles, vice-presidente de Lançamentos, Compra e Venda do Secovi-PR.
Esses não são os únicos focos para quem se interessa por essa modalidade de imóvel. Bairros como CIC (com 43 unidades), Xaxim (com 66) , Uberaba (com 48) , Portão (com 44) e, até mesmo Água Verde (com 45 lotes) possuem boa disponibilidade de terrenos à venda. “Essas são algumas áreas bastante urbanizadas, principalmente o Água Verde, mas que pelo seu tamanho, ainda reserva bons espaços”, diz o vice-presidente.
Preços valorizados Apesar de a oferta de terrenos ter suprido a grande procura, mesmo com o setor superaquecido, esse tipo de imóvel foi um dos que tiveram maior valorização no último ano. De janeiro de 2008 até outubro de 2009, menos de dois anos, os lotes de Curitiba ficaram 64% mais caros: o metro quadrado passou dos R$ 291,51 para R$ 478,21, segundo o Inpespar. A valorização foi maior do que a das residências de dois dormitórios, por exemplo, que subiram 56%.
Profissionais do setor apontam diferentes motivos para essa mudança de preço. Para o diretor de vendas da Imobiliária Apolar, Daniel Galiano, a alta – que ganhou um novo impulso nos últimos meses – pode ser ter sido causada pelo próprio setor. “Os terrenos deram outra inflacionada de uns 60 a 90 dias para cá. Há especulação em relação ao preço, porque o metro quadrado das residências não cresceu na mesma proporção.”
Já o corretor e diretor da LS Assessoria Imobiliária, Luis Alberto Daneve, encara a variação de preços como um caminho natural do mercado. “Com esse superaquecimento da construção, a oferta dos terrenos caiu de forma significativa. Com essas opções reduzidas, era de se esperar que os preços subissem. Os terrenos baratos ainda existem, mas estão nas regiões mais afastadas da cidade, periféricas, e na região metropolitana”, define. Para ele, na prática, os terrenos raramente custam menos de R$ 70 mil.
Fonte: Gazenta do Povo.















